Qual o objetivo do exercício?
O principal objetivo é identificar padrões de interesse e repulsa, revelando o que realmente energiza, desmotiva ou é neutro para a pessoa. Ao tornar conscientes essas preferências, é possível correlacioná-las com as demandas e características de diferentes áreas profissionais, facilitando a tomada de decisão.
Como funciona?
O exercício geralmente envolve as seguintes etapas:
Levantamento extensivo: O orientador explica a finalidade do exercício e como ele será realizado. A ênfase é na honestidade e na liberdade para listar o que realmente vem à mente, sem julgamentos. O orientando é encorajado a listar o maior número possível de itens em cada categoria:
Gostos: Atividades que aprecia fazer, temas sobre os quais gosta de ler ou conversar, habilidades que gosta de usar, ambientes que o agradam, tipos de pessoas com quem gosta de interagir. Hobbies, matérias escolares, tópicos de conversas, programas de TV, tipos de filmes, tarefas cotidianas, o que gosta de aprender etc:
Aversões: Atividades que detesta, temas que o aborrecem, habilidades que não gosta de usar, ambientes que o incomodam, tipos de pessoas com quem não se sente bem, etc.
Indiferenças: Atividades, temas ou situações que não geram emoções fortes, nem positivas nem negativas. São neutras para o orientando.
Análise e categorização: Com a lista em mãos, o orientador auxilia o orientando a:
Agrupar itens: Identificar temas recorrentes ou categorias amplas dentro de cada lista. Por exemplo, em "Gostos", pode haver um grupo de atividades relacionadas à arte, outro à tecnologia, e assim por diante.
Refletir sobre o porquê: Investigar as razões por trás de cada gosto, aversão ou indiferença. O que é que especificamente agrada ou desagrada? Quais valores estão por trás dessas preferências?
Identificar habilidades e características: Relacionar os gostos e aversões com habilidades desenvolvidas ou desejadas, características de personalidade e valores pessoais. Por exemplo, gostar de ajudar pessoas pode indicar aptidão para profissões na área de saúde ou serviço social.
Conexão com o mundo do trabalho: A partir das categorias e reflexões, o orientador e o orientando começam a explorar profissões e áreas de atuação que se alinham com os gostos predominantes e evitam as aversões. As indiferenças podem ser consideradas como áreas onde o orientando é mais flexível.
Por que é eficaz?
Promove o autoconhecimento: Ajuda o indivíduo a se entender melhor e a nomear seus próprios interesses e desinteresses, muitas vezes de forma mais clara do que uma conversa superficial.
Facilita a exploração: Ao ter uma lista tangível, o processo de pesquisa de carreiras se torna mais direcionado, evitando o desperdício de tempo em áreas que o orientando já sabe que não lhe agradam.
Revela padrões: Ajuda a identificar tendências e temas recorrentes que podem apontar para uma área de atuação mais ampla, em vez de apenas profissões específicas.
Estimula a reflexão: Encoraja o orientando a pensar criticamente sobre suas experiências passadas e como elas se conectam com o futuro profissional.
É acessível: Não requer testes psicométricos complexos e pode ser adaptado para diferentes faixas etárias e contextos.

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